domingo, 8 de janeiro de 2012

Janela

Desse quadrado angular,nossas vidas se repetem...
Dia após dia,noite após noite...
Uma pintura de sangue e pedra,como tantas outras,de um silêncio profundo...
São cinco andares de ilusão?
A quantas,se perdem teus sonhos?
Cadê teus delírios,tuas pontes,tuas rosas,teus jasmins?
Cadê tuas moças,de vestidos longos e perfume de pele...?
Esse quadrado angular cotidiano,de todo dia,toda hora,todo instante.
Vai,e torna-se pássaro novo...
Vai,e torna-se nuvem nova...
Vai,e torna-se gente de novo...
Sem entender absolutamente nada da vida,segue em frente...

Sérgio Ricardo...

3 comentários:

  1. ÉS UM POETA VERDADEIRO!QUANTA BELEZA E INTENSIDADE NAS PALAVRAS. OBRIGADO POR CONVIDAR-ME À APRECIAR TÃO LINDO TRABALHO. TENS MUITO TALENTO, PARABÉNS!

    ResponderExcluir
  2. Parabens. Continue. Se a poesia é tua droga de tarja de todas cores. Se remete sua dor aos outros. Se revela a civilização urbano-industrial da acumulação do capital que não pode parar porque senão, não é capital. Capital que derruba cidades com as guerras e as reconstrói para continuar salvar as aplicações na Bolsa. Capital que faz você passarinho preso numa gaiola de concreto, para ficar perto do shopping, do supermercado e da internet e fazer girar o consumo e a acumulação.

    ResponderExcluir
  3. Muito linda e intensa essa poesia!Parabéns!

    ResponderExcluir